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Artigos & Reflexões

Utopia da liberdade absoluta

Utopia da liberdade absoluta

          Quem se propõe a fazer um autocontrole encara o lícito somente naquilo que é bom, contudo, sem renunciar àquilo de que se gosta, contando que aquilo de que se goste esteja dentro daquilo que é bom. Por outro lado, quem opta por uma liberdade radical, somente corre atrás de uma ilusão, pois não há para o ser humano a possibilidade de uma liberdade absoluta, e corre-se o risco de encontrar, no final do caminho escolhido, tudo aquilo que é contrário à liberdade esperada.

          Parece impossível, mas a nossa sociedade, apesar de desmanchar-se em elogios à liberdade e aos seus defensores, olha com pouca simpatia e até com desconfiança para quem procura realizar essa liberdade dentro dos limites do lícito, uma licitude que não depende dos caprichos do momento, mas daquilo que está escrito na natureza humana de forma a não poder ser apagado. Não é justo ver uma punição em qualquer limitação: as limitações não são castigos quando tendem a impedir os excessos, os abusos, e a garantir o máximo de eficiência e de liberdade para cada ser humano. Ninguém, por exemplo, vê os corrimões das escadas como um castigo.

          As limitações que se impõe, a um autocontrole verdadeiramente iluminado são todas libertadoras, mesmo que sua utilidade se evidencie somente depois de muito tempo, quando toda a pessoa se abre a uma integração cada vez mais harmoniosa. “. O autocontrole começa com a dependência, mas termina com a liberdade”. E em verdade é assim, se isso é perseguido com constância e coragem.

 

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