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Artigos & Reflexões

Domínio do ambiente, do tempo e do corpo

Domínio do ambiente, do tempo e do corpo

O controle do ambiente, do tempo e do corpo são setoriais, que não se referem diretamente ao conjunto da pessoa, mas que, decisivamente, podem ser de muita utilidade para quem se propõe à tarefa nada fácil de controlar a si mesmo. Além disso, o autocontrole mesmo é sempre o resultado de um conjunto de controles parciais que, integrando-se mutuamente, levam à feliz conclusão de uma pessoa que consegue obter de si mesma aquilo a que se havia proposto. Assim, consegue ser aquilo que desejou e o que quer ser.

          Por controle do ambiente entende-se aqui o controle dos objetos que habitualmente nos rodeiam e dos lugares em que passamos a maior parte de nosso tempo. Esse controle se traduz, principalmente, em ordem e limpeza. Psiquiatras e psicanalistas afirmam que, quando algum de seus pacientes começa a sentir a necessidade de pôr ordem em seu escritório e nos outros ambientes em que vive, isso significa que a cura não está mais distante. Na verdade, a nossa ordem interior tende a refletir-se nos objetos entre os quais vivemos. Por isso, a ordem e a limpeza dos quartos de nossa casa não deixam de exercer influência benéfica em nosso estado de ânimo. Ao entrar em casas limpas e ordenadas, quase sempre se tem o prazer de encontrar ali pessoas que trazem em si algo dessa ordem e dessa paz. “O trabalho mais humilde é o da limpeza da casa. A gente tira o pó, lustra até a casa ter o aspecto nítido da paz que difunde, e isso é o prêmio”.

          Não adianta dizer que o gosto por ordem não deve tornar-se algo obsessivo. A verdadeira ordem não é formal, porém, funcional. Há pessoas que, em seus quartos de estudo, têm livros amontoados por toda parte, mas que sempre sabem onde encontra-los quando deles necessitam. A ordem deve estar em função da pessoa e não o contrário.

          O modo apropriado de se vestir também pode ser um sinal e, ao mesmo tempo, motivo de ordem interior. É claro que o hábito não faz o monge, mas também é certo que o modo de alguém se vestir permite compreender, muitas vezes, o que a pessoa é ou não é. Quem não segue estritamente a moda, mas sabe vestir-se com sóbria elegância demonstra certa independência de caráter e também o desejo de não perder o contato com seus semelhantes e de ser-lhes agradável da melhor forma.

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