O Brasil é realmente um país urbano. Segundo
dados do IBGE, no censo de 2000,
81,2% da população brasileira vive nos centros
urbanos. Esta estatística, há tempos, vem preocupando
a Igreja que não cessa de falar da
necessidade de renovar seu método de evangelização
através de uma pastoral urbana que
responda aos desafios apresentados pelo complexo
mundo das cidades.
No Brasil, a CNBB está levando a proposta
a sério. Num seminário realizado pelo Instituto
Nacional de Pastoral (INP), aberto na quartafeira,
4 de novembro, em Brasília, os assessores
da CNBB e os secretários executivos dos
Regionais da CNBB, além de convidados, se
debruçaram sobre as grandes questões que
envolvem o mundo urbano e ação pastoral que
nele se deve desenvolver.
Segundo a geógrafa Maria Adélia Aparecida
de Sousa, uma das conferencistas do Seminário,
o maior desafio da ação pastoral da Igreja
é responder à pergunta que os bispos fizeram
na Conferência de Aparecida: “Como pode
a Igreja contribuir para a solução dos urgentes
problemas sociais e políticos e responder ao
grande desafio da pobreza e da miséria?”.
Para ela, é difícil cuidar da pastoral urbana
apenas estudando e agindo na cidade. “O modo
de vida urbano hoje invadiu o campo, ou seja,
esse mundo tornou-se totalmente dependente
do modo de vida e de relações urbanas, possibilitado
pela acessibilidade cada vez maior de
todos aos objetos técnicos disponíveis e que
lhes permitem obter informações e estar absolutamente
inseridos na dinâmica do mundo”...
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